domingo, 2 de maio de 2010

HOMEM CIÊNCIA HOMEM

O homem dos nossos dias, totalmente dominado pelo dinheiro, consome o pouco tempo que passa sobre a Terra, que ainda não percebeu que só lhe foi emprestada e não dada, a juntar moedas. Fez do dinheiro um deus e criou um sistema em que é impossível viver outra religião. Com a paixão do ouro, vem a loucura do consumo, o grande pesadelo. Mas agora levou um abanão económico, dos fortes. É preciso que comece a interrogar-se se está ou não certa esta forma de viver. Poucos sentem o que digo, mas há alguns que estão na posição certa, felizmente.
Este homem dos séculos XX/XXI, sente-se seguro na sua posição de dominador, de grande conhecedor e de conquistador do espaço, com, ridiculamente, se intitula. A ciência é o seu orgulho e, ao mesmo tempo, o seu escudo. A ciência defende-lo-à de tudo.
Mas nada disto é verdade. Nos tempos que estamos a atravessar, temos de nos virar para o racionalmente impensável, como meio de fazer frente a esta "nova" investida do "novo" militarismo nuclear e à destruição do ambiente pelo envenenamento que colocou em perigo todo o planeta Terra. Um planeta que ainda não entenderam, os ditos civilizados, que é vivo e está sempre a comunicar connosco. Reparem que quando olham para uma ravina, para um penedo enorme ou uma pequena pedra que brilha, para a água de uma cascata, enfim, quando olham em redor, sentem uma emoção, agradável ou desagradável, isso é o planeta a comunicar.
O homem manda para o espaço, continuamente, máquinas que vão à procura de dados do infinito, ou não, segundo alguns, e deslumbra-se ao ver Urano tão perto e dele receber tão preciosas informações, que são dadas devido à grande ciência, mas quatro ou cinco dias depois de tanta segurança, explode o vai e vem, estávamos no ano de 1986, por erro...A tecnologia é falível e as provas disto mesmo estão, por desgraça, cada vez mais à vista. Esta catástrofe enorme, que eu acho que ainda não foi bem explicada, da plataforma no Novo México, aconteceu porque uma peça deixou entrar ar. Não funcionou. E agora dizem que uma companhia petrolífera qualquer, não interessa o nome para nada, vai pagar. Mas vai pagar o quê? Vai-se trocar o caos e as perdas por dinheiro? Por favor, por favor! Pelo menos estejam calados, que a Natureza não se compra nem se vende.
É preciso alertar as pessoas, o grande público, para o comportamento irracional do mundo, para a ciência racional. Reparem na grande semelhança que existe na física quântica e o misticismo oriental. Se lermos o "Baile dos Mestres Wu Li" uma obra escrita por Zucov em 1979, vemos que ele diz que nos estamos a aproximar do fim da ciência, afirmando também, que não consegue renunciar à ideia "do esforço inquietante e do desenvolvimento progressivo das teorias físicas cada vez mais amplas e mais úteis."
O fim da ciência não é outra coisa senão a renúncia à ideia do progresso contínuo. Como diz José Argüelles "uma renúncia suficientemente longa para descobrir se não podem existir ciências não-físicas ou não-materialistas que transcendam totalmente a noção de progresso e não-progresso." É claro que o mito do progresso científico e a superioridade tecnológica não poderiam ter recebido maior golpe do que a descoberta de que já existiu uma ciência mais avançada, muito antes de ter aparecido o mito do progresso. Ciência que foi praticada por um povo que, pela maneira altiva de avaliação, ainda estava na Idade da Pedra. Mais especificamente, José Argüelles refere-se a um sistema de pensamento virtualmente desprezado por todos os que propõem a "nova ciência". Esse sistema de pensamento é a ciência que hoje é conhecida e foi praticada pelos antigos povos Maia.
Não pretendo com o que deixo escrito nada mais do que despertar um pouco de curiosidade pelo que vai, realmente, suceder em 2012. As explosões solares...Vão por aí, que vão por bom caminho. Interessem-se por este capítulo e concluam que a nossa ciência não vai valer nada, como já ficou demonstrado com o bendito vulcão da Islândia.
Tenham um bom dia da Mãe, pensando no Pai Sol.

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