quinta-feira, 18 de março de 2010

AQUELE OUTRO

O dúbio mascarado - o mentiroso

Afinal, que passou na vida incógnito.

O Rei-lua postiço, o falso atónito -

Bem no fundo, o cobarde rigoso.


Em vez de Pajem, bobo presunçoso.

Sua Alma de neve, asco de um vómito -

Seu ânimo, cantando como indómito,

Um lacaio invertido e pressuroso.


O sem nervos nem Ânsia - o papa-açorda,

(Seu coração talvez movido a corda...)

Apesar de seus berros ao Ideal.


O raimoso. o corrido, o desleal -

O balofo arrotando Império astral:

O mago sem condão - o Esfinge gorda...


Mário de Sá Carneiro


Nota:Este poema, escrito no feminino, está perfeito para...Já me entendem. Ou não!

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